quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Maria Padilha das encruzilhadas



NOITE MORNA - VENTO INCOMUM AGITA AS FOLHAS.
RUA DESERTA, DE POUCA LUZ - O CASARIO ADORMECE NA PENUMBRA.
NO ASFALTO, UMA SOMBRA SE ESGUEIRA.
NA ENCRUZILHADA, SALPICADAS SOBRE UMA PEÇA DE ROUPA,
GOTAS DE SANGUE CELAM O CONTRATO.
...A SOMBRA PASSA.
HÁ DUAS MAÇÃS, UMA GARRAFA DE CONHAQUE...
...E A SOMBRA SE APROXIMA.
A LUZ DOS POSTES É AMARELA.
E BRANCA É A LUZ DA LUA QUE SE ESCONDE NAS NUVENS.
...VERMELHA , POREM, COMO FOGO É A AURA DE MARIA.
TALVEZ, NAQUELA ENCRUZILHADA ELA ESTEJA,
VAI PROVAR AS PARCAS IGUARIAS DA OFERTA MODESTA.
INDIGNA OFERTA DE FRUTAS E ALCOOL BARATO.
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UM RISO DE DESDEM – PADILHA SORRI !
NAS 7 ENCRUZILHADAS ESTACIONA!
COMO LILITH, POUSA E FAZ MORADA;
TEM 7 DESEJOS E OS DISTRIBUI;
EM SEU BANQUETE, OS MULTIPLICA E DIVIDE.
MARIA PADILHA DAS ALMAS - A ENTIDADE VIVE !
EM 7 CEMITÉRIOS SEU NOME ECOA;
EM 7 ALMAS SEU NOME VIBRA.
FLUTUA COM SEU MANTO VERMELHO...
...E ADORMECE EM ALGUMA PRAIA SELVAGEM.
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A SOMBRA SE REVELA - UM MENDIGO !
ELE SE APOSSA DAS FRUTAS DE MARIA,
E NAS SOMBRAS DA NOITE MORNA DESAPARECE;
SOB ALGUMA MARQUISE SE ACOLHE E SE ESCONDE,
LEVANDO A OFERTA...
...ANTES DESTINADA A PADILHA.
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