terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Um poema de Safo (Sapho)





A uma mulher amada

Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.

Sinto um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.

Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala... eu quase morro... eu tremo.

Safo
Trad. Décio Pignatari

Safo (em grego: Σαπφώ, transl. Sapphō) foi uma poetisa grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, ativo centro cultural no século VII a.C.. Nascida algures entre 630 e 612 a.C., foi muito respeitada e apreciada durante a Antigüidade, sendo considerada "a décima musa". No entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média por parte dos monges copistas, e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos. (Wikipedia)

4 comentários:

  1. Lindo poema...belíssima foto...nada mais sensual que duas mulheres.
    Beijo

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  2. AMEEEEII o blog!!!!

    Vc tá de parabéns flor!

    www.garotasveneno.com

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  3. Oi pessoal,

    Obrigada!

    Este poema é um dos poucos que restou inteiro de Sapho.

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  4. Alias, eu nem sei se ele está inteiro ou se é apenas uns trechos.

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