quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Poema para Afrodite.

Enquanto a esperava, na sala de estar os minutos voavam, e apenas velhos discos long-playing, com sua canções e seus estalos, me fizeram companhia, porque meus pensamentos eram um pássaro nos limites estreitos de minha imaginação sem voos.
Dos discos a música se insinuava com a volúpia das amantes, mas no quarto, a cama forrada ainda a esperava em corpo e alma, enquanto violinos, cellos e sopros ecoavam nas paredes de minha ansiedade.
Ouvi um abrir de trinco, mas apenas a brisa entrou pela janela, agitou as folhas de uma planta, sussurou uma canção antiga... e o sol, reaparecendo entre as nuvens, pulou pela janela, iluminou e aqueceu minh'alma.
Mas eu ainda a esperava, entre o tick-tack do relógio e os estalos da agulha no vinil.
E a esperei por uma tarde, e quando ela voltou, já então a lua vigiava o cotidiano vulgar dos homens; e seu clarão me visitou, entrou com ela, como se também quisesse ouvir as canções e os estalos.
E quando ela entrou, foi como se a brisa, o sol, a lua, reunidos me viessem fazer festa.
E ecoando entre nossas paredes, a musica de sua voz, os violinos, cellos e sopros silenciaram-se respeitosos, porque, ela, a deidade, trouxe a melodia dos astros para dentro do lar.
E numa oblação de amor e prazer, essa deusa me cobriu com suas asas, plenas de carinho e conforto, fazendo-me provar um orgasmo que apenas uma deusa pode proporcionar a um mortal.
...e adormeci cansado de gozo no regaço acolhedor de seu corpo.

2 comentários:

  1. hUMMMM...

    ADORAMOS TEUS COMENTS EM NOSSAS POSTAGENS.
    E REALMENTE VC TEM RAZÃO SEXO E MUSICA COMPOE O QUE HÁ DE MAIS GOSTOSO.
    ASSIM COMO TEUS RELATOS!
    ADORAMOS.

    BEIJUS:)

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