quinta-feira, 2 de julho de 2009

Carta de Heloísa para Abelardo

"Eu, infeliz e aflita entre todas as mulheres, tu levantaste-me ainda mais alto só para aumentar a minha dor na queda. Enquanto entregávamo-nos aos prazeres da luxúria, Deus fingiu não estar vendo, mais depois castigou-nos; e nem mesmo o nosso casamento abrandou a Sua cólera. O malígno sabe até bem demais como usar uma mulher para arruinar um homem. Éramos dois, a pecar, mas só tu tiveste que pagar. Agora eu também sofro. Por tempo demais entreguei-me aos prazeres da carne e este é o justo castigo. Persegue-me a lembrança. Até durante a missa, quando a oração deveria fazer-me sentir mais pura, as lembranças atormentam a minha mente, e em lugar de arrepender-me, tenho saudade daquilo que perdi. As pessoas louvam a minha castidade só porque não sabem que no fundo não passo de uma hipócrita. A minha abilidade em fingir consegue enganá-las, mas eu não me curei: penso em ti, te amo, te quero, te desejo, como antes, mais do que antes."

Heloísa e Abelardo, separados pela castração. Ela tornou-se freira, ele, monge.
Mas eis que a igreja medieval resurge, sai dos porões e invade nossos sítios na tentativa de nos castrar novamente. Não devemos permitir que façam tal coisa.
Sexo é alegria e vida. E prossegue no além !!!!!!!!!!!!

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